Paulo Rabinho e Seus Amores

Quem pode censurar um governante que, entre gestos estudados e poses, se apressa a agradar os poderosos que governam o mundo? Dizem os que passaram pela cátedra que os manuais de política externa reservam um capítulo inteiro a estas práticas. Há quem lhes chame diplomacia suavevisibilidade internacional. Outros, boa convivência. Nomes bonitos para coisas feias.

O que a experiência nos ensinou é que estes salamaleques são apenas a antecâmara de ambições bem mais pessoais. O princípio é simples, quase conjugal: o que te ofereço hoje, não te esqueças de retribuir amanhã. E muitos não esquecem. Surgem depois, como por magia, em lugares de relevo em organizações internacionais, ou sentados confortavelmente em conselhos de administração de empresas que precisam de um fantoche para frequentar os salões onde tudo se decide, desta vez sem o escrutínio do povo.

O que sabemos, com crescente e desconfortável clareza, é que um governante eleito pelo povo que se entrega a estas práticas, mais ou menos subservientes ao serviço dos impérios do momento, não está a representar a nação.
O que para eles é amor, para o povo tem outro nome: vergonha.

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