Poderá um Estado soberano tolerar que embaixadores estrangeiros, representantes oficiais das suas nações, assumam posições beligerantes e ofensivas contra o país que os acolhe?
Não podemos remeter-nos ao silêncio quando a diplomacia se transmuta em ameaça, precisamente porque Portugal ergue a voz em defesa dos direitos humanos e do direito internacional. É inadmissível que se utilizem os órgãos de comunicação social de grande escala como plataformas para projetar ultimatos e hostilidades, menorizando o direito legítimo do povo português de repudiar o genocídio em Gaza.
Quem é o embaixador Rosenblat para rotular Portugal de ‘extremista’ pelo simples facto de o país honrar a sua matriz humanista e apoiar a suspensão do acordo comercial entre a União Europeia e Israel?
Quando as prerrogativas da Convenção sobre Relações Diplomáticas são atropeladas e o respeito mútuo é esquecido, a resposta do Direito Internacional e da dignidade nacional é uma só: Persona non grata.

“Embaixador israelita diz que Portugal passará a ser considerado extremista se defender suspensão de acordo UE com Israel
Oren Rosenblat, embaixador israelita, afirmou esta manhã na rádio pública que se Portugal defender a suspensão do acordo de comércio da União Europeia com Israel, passa a ser considerado um país extremista, tal como Espanha e Irlanda, que subscrevem esta suspensão.”
RTP Antena 1/atualizado 27 Maio 2026, 14:45