...ainda o candidato Luís não vivia a ambição palaciana e já demonstrava o seu vício neo-expansionista, digno de um "Don Ratinho" que sonha com impérios.
Luís sempre foi um Murganho de ambição inversamente proporcional à sua estatura. Conhecemos-lhe bem a paixão pelos passeios "ao deitar", as corridas frenéticas entre Roma e Madrid, Berna e Paris - onde foi feliz - Mas é no eixo Paço de Arcos – Queluz de Baixo que ele realmente se sente o rei do esgoto mediático.
Se a sua estatura física lhe traz a vantagem de passar despercebido por entre as frestas do poder, também o impede de dar saltos mais arrojados sem o auxílio de um banquinho ou de um tempo de antena dedicado. Mas, como bom Murganho que é, não hesitou: vestiu um fato de corte impecável, calçou os seus Prada de tacão alto para ganhar perspetiva, e lançou-se à Presidência.
Luís domina a arte da "falha de boa-fé". É o mestre que, do alto do seu púlpito na SIC, exige
pedidos de desculpa a terceiros, proclamando que "é aquilo que as pessoas de bem fazem", enquanto ele próprio se
esquece de repor a verdade quando a sua "animalidade crítica" falha.
Para o Murganho, a verdade é um detalhe
elástico: quem não se lembra dos seus longos comentários aos domingos e do seu frequente compromisso com a falta
de rigor, mesmo quando os factos tomam conta da realidade?
Ainda o candidato Luís não vivia a ambição palaciana e já demonstrava o seu vício neo-expansionista, digno de um "Don Ratinho" que sonha com impérios. No seu delírio literário " Afirmar Portugal no Mundo , o Murganho revela a sua veia de estratega de algibeira. Dizem, quem o conhece, que o seu carinho pelas províncias é paternalista e condescendente; o que sabemos com certeza é que, entre a diplomacia e o futebol, o Luís é craque.
Eis o candidato Luís, o Murganho. Convocou televisões, chamou Muflões e Melros aos trambolhões para o aplaudirem. Promete uma "portugalidade" cheia de afetos forçados e paradas militares, enquanto mantém o olhar fixo e o bigode a tremer perante o queijo🧀 do poder.