Pobres, Povos Irmãos

Já todos percebemos que Eles se vestem de azul e cinzento. Já ninguém tem dúvidas das suas reais intenções. 

Expressões  como “territórios espirituais”, “povos irmãos”, “pátria de carácter universal”, “exaltação do povo e de Portugal”, e tantas outras súbtis formas de expressão verbal proferidas pelo Presidente da República Portuguesa nos órgãos de comunicação social, não esconde e até mesmo reafirma o escondido “programa de expansão” territorial.

Esta tem sido a agenda de muitos países europeus – Respeitam-se bandeiras,hinos e lentamente os braços dos todos poderosos cresce, transforma-se e recorre a locuções maquilhadas que os antigos senhores sabem bem decifrar.

Os países irmãos têm um pai: a pátria! (segredam entre si).

Este discurso “renovado” e bafiento envergonha todos aqueles homens e mulheres livres que não esquecem o passado.

É desolador assistir ao silêncio dos frequentadores do Tombo nestes momentos mediáticos. Estes senhores, ditos investigadores, recorrem aos arquivos históricos e pontualmente esclarecem-nos através de livros e artigos hipermedia nem sempre muito imparciais. É compreensível, afinal quem subsidia as academias dos “esclarecidos”, as centenas viagens dos académicos e as suas elaboradas “investigações históricas” parcelares e tendenciosas?

“Somos a voz de um novo tempo pós-qualquer coisa!” (dizem em voz alta.)

É também nestes momentos que os profissionais do ativismo (não confundir com atavismo) vacilam, enfiam o violão no saco e esperam que o vento morno passe.

Cabe-me, no pleno exercício da minha cidadania ativa, expressar e endereçar as minhas sinceras desculpas ao povo cabo verdiano pelos atos e descaramento dos governantes portugueses, neste dia que é só Portugal. 

 

Visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Cabo Verde no dia 10 de junho, comemorações do dia de Portugal.

Vai e Vem

E se o vento pára, e a esperança não chega?
E se o mar acalma, e a gente não vem?

Saiba por isso que o mar não é bravo,
É destino, e
“fidju que nasci tchon” não morre no mar.