Nha Donna

Nha Donna,
Mulher de todas as ilhas e mãe de todas as angústias, sofrimentos e esperanças.
Mulher nascida no sotavento, na ilha, mais ilha de todas elas.
O destino criou-a longe dos continentes até à idade adulta. Destino de quem nasce por ali, logo teve que partir para ganhar sustento para si e para os outros que lhe estão próximos.
Nha Donna encontrou em Lisboa o seu destino durante 35 anos. Lá fez família, amigos e desamigos, sem nunca esquecer a sua terra, as suas gentes e o seu mar.
Agora que a sua vida está mais suave, fruto do seu trabalho árduo, Nha Donna com argúcia e uma pitada de ironia, delicia-se a apreciar o mundo, sempre com um sorriso largo e contagiante.
Afinal, Nha Donna sabe como ninguém que Tud é bada!

 

As vissicitudes e idiossincrasias de uma Europa fingida… mais a sul

 

Europa Sabi!

“Ao abrigo do protocolo, perto de 70 embarcações da UE podem pescar nas águas territoriais de Cabo Verde, mas a diplomata está segura de que não existirá competição com os pescadores da pesca artesanal, cujos barcos são de pequeno porte e nunca vão além da distância autorizada às grandes embarcações.“

Declarações da Embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, ao jornal Expresso das Ilhas.

28 de abril d 2019

https://expressodasilhas.cv/economia/2019/04/28/verbas-superiores-no-acordo-de-pescas-uecabo-verde-seriam-irrealistas/63581

 

(animação para breve… fica atento 🙂 )

 

Sonhos, pelo Buraco da agulha

Vamos falar da reciprocidade na isenção de vistos entre a Europa e Cabo Verde.

“No início, a União Europeia concordou, mais tarde, um país que nunca foi identificado (as autoridades cabo-verdianas desconfiam da França) acabou por vetar este entendimento, com o argumento que a percentagem de retorno de cabo-verdianos era baixa quando pediam, por exemplo, um visto de férias. A crise, a partir de 2009, também veio esfriar o interesse europeu, principalmente porque os países da UE começaram a temer que Cabo Verde fosse usado como um trampolim por parte dos africanos do continente.”
Toda a notícia…

https://youtu.be/KJOUmrRNe4Q

Mais histórias em “contos da Macaronésia” —>

Macero, o dissidente

“Mas, então, Macaronésia foi presa fácil doutro mal. Reinava do lado sul Macero, e do lado norte Micanor (hoje diríamos: reinava, a Barlavento, Micanor e, a Sotavento, Macero). (…)

Uma indiscritível erupção subindo do fundo do mar da baía originou este rochedo, que se ergue imponente no meio da baía. Asseguram os anciãos que os deuses quiseram desse modo sepultar o corpo insepulto de MACERO., o dissidente.”

Contos da Macaronésia, G.T. Didial