Pobres, Povos Irmãos

Já todos percebemos que Eles se vestem de azul e cinzento. Já ninguém tem dúvidas das suas reais intenções. 

Expressões  como “territórios espirituais”, “povos irmãos”, “pátria de carácter universal”, “exaltação do povo e de Portugal”, e tantas outras súbtis formas de expressão verbal proferidas pelo Presidente da República Portuguesa nos órgãos de comunicação social, não esconde e até mesmo reafirma o escondido “programa de expansão” territorial.

Esta tem sido a agenda de muitos países europeus – Respeitam-se bandeiras,hinos e lentamente os braços dos todos poderosos cresce, transforma-se e recorre a locuções maquilhadas que os antigos senhores sabem bem decifrar.

Os países irmãos têm um pai: a pátria! (segredam entre si).

Este discurso “renovado” e bafiento envergonha todos aqueles homens e mulheres livres que não esquecem o passado.

É desolador assistir ao silêncio dos frequentadores do Tombo nestes momentos mediáticos. Estes senhores, ditos investigadores, recorrem aos arquivos históricos e pontualmente esclarecem-nos através de livros e artigos hipermedia nem sempre muito imparciais. É compreensível, afinal quem subsidia as academias dos “esclarecidos”, as centenas viagens dos académicos e as suas elaboradas “investigações históricas” parcelares e tendenciosas?

“Somos a voz de um novo tempo pós-qualquer coisa!” (dizem em voz alta.)

É também nestes momentos que os profissionais do ativismo (não confundir com atavismo) vacilam, enfiam o violão no saco e esperam que o vento morno passe.

Cabe-me, no pleno exercício da minha cidadania ativa, expressar e endereçar as minhas sinceras desculpas ao povo cabo verdiano pelos atos e descaramento dos governantes portugueses, neste dia que é só Portugal. 

 

Visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Cabo Verde no dia 10 de junho, comemorações do dia de Portugal.

Nha Donna

Nha Donna,
Mulher de todas as ilhas e mãe de todas as angústias, sofrimentos e esperanças.
Mulher nascida no sotavento, na ilha, mais ilha de todas elas.
O destino criou-a longe dos continentes até à idade adulta. Destino de quem nasce por ali, logo teve que partir para ganhar sustento para si e para os outros que lhe estão próximos.
Nha Donna encontrou em Lisboa o seu destino durante 35 anos. Lá fez família, amigos e desamigos, sem nunca esquecer a sua terra, as suas gentes e o seu mar.
Agora que a sua vida está mais suave, fruto do seu trabalho árduo, Nha Donna com argúcia e uma pitada de ironia, delicia-se a apreciar o mundo, sempre com um sorriso largo e contagiante.
Afinal, Nha Donna sabe como ninguém que Tud é bada!

 

As vissicitudes e idiossincrasias de uma Europa fingida… mais a sul

 

Europa Sabi!

“Ao abrigo do protocolo, perto de 70 embarcações da UE podem pescar nas águas territoriais de Cabo Verde, mas a diplomata está segura de que não existirá competição com os pescadores da pesca artesanal, cujos barcos são de pequeno porte e nunca vão além da distância autorizada às grandes embarcações.“

Declarações da Embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, ao jornal Expresso das Ilhas.

28 de abril d 2019

https://expressodasilhas.cv/economia/2019/04/28/verbas-superiores-no-acordo-de-pescas-uecabo-verde-seriam-irrealistas/63581

 

(animação para breve… fica atento 🙂 )

 

Sonhos, pelo Buraco da agulha

Vamos falar da reciprocidade na isenção de vistos entre a Europa e Cabo Verde.

“No início, a União Europeia concordou, mais tarde, um país que nunca foi identificado (as autoridades cabo-verdianas desconfiam da França) acabou por vetar este entendimento, com o argumento que a percentagem de retorno de cabo-verdianos era baixa quando pediam, por exemplo, um visto de férias. A crise, a partir de 2009, também veio esfriar o interesse europeu, principalmente porque os países da UE começaram a temer que Cabo Verde fosse usado como um trampolim por parte dos africanos do continente.”
Toda a notícia…

https://youtu.be/KJOUmrRNe4Q

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