o querer não descansa

O querer não descansa

 

Fechaste portas, abriram-se estradas

Ergueste paredes, criaram-se céus

Revelaram-se amantes, corresponderam-se ouvidos

Vieram as nuvens, descobriu-se o sol

 

Renegaste as cores, fizeram-se malditas...

as formas.

 

E depois os gritos, decerto...

Romarias e festas, por fim...

 

E quando a poesia chegou, já a prosa tinha partido.

A melodia ficou, sozinha

e sem voz.

 

Por fim, quiseste - nada

Mas o querer, esse

minha bruta flor,

não descansa.

 

Pedro Brito 2019

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Ficha Técnica:

Adobe After effects; photoshop

Música: "Nienna"

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